Após primeiro resultado negativo do ano em junho, setor de serviços paulista cria 4.290 postos de trabalho em julho

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Segundo a FecomercioSP, oito das 12 atividades analisadas geraram empregos com destaque para os serviços médicos, odontológicos e sociais

Após ter registrado o primeiro resultado negativo do ano com a perda de pouco mais de cinco mil postos de trabalho celetistas em junho, o setor de serviços do Estado de São Paulo voltou a gerar novas vagas. Em julho, foram criados 4.290 empregos com carteira assinada, saldo de 176.861 admissões e 172.571 desligamentos. Assim, o setor encerrou o mês com um estoque ativo de 7.411.495 empregos celetistas.

Os dados compõem a Pesquisa de Emprego no Setor de Serviços do Estado de São Paulo (PESP Serviços), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) com base nos dados do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e do impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, calculado com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Das 12 atividades analisadas, oito apresentaram mais admissões do que desligamentos em julho, com destaque para os serviços médicos, odontológicos e sociais (2.416 vagas), com ênfase para atendimento hospitalar (1.098 vínculos); e os profissionais, científicos e técnicos (2.241 postos de trabalho), com destaque para os serviços de engenharia (689 empregos). Por outro lado, os serviços de alimentação e alojamento (-2.111 vagas) tiveram o pior desempenho, puxado pelos restaurantes (-1.055 empregos), seguido pela atividade de educação (-1.494 vínculos).

Em relação ao mesmo período de 2017, três atividades registraram variação negativa no estoque de trabalhadores, com destaque para outras atividades de serviços (-1%) e administração pública, defesa e seguridade social (-0,4%). Por outro lado, as atividades de serviços médicos, odontológicos e serviços sociais (2,7%) e profissionais, científicas e técnicas (2,6%) apontaram as maiores taxas de crescimento na mesma base comparativa.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, mesmo ainda sob os efeitos sazonais negativos do setor educacional, os bons desempenhos das atividades hospitalares e de serviços profissionais, como engenharia e contabilidade, e outros grupos, determinaram o saldo geral positivo. A tendência para os próximos meses é de manutenção da geração de empregos formais, mas em patamares baixos.

Para a Entidade, as instabilidades trazidas pelo pleito político e arrefecimento do crescimento econômico brasileiro tem causado incertezas no empresariado. Este cenário, aliado à queda nas receitas vistas nos últimos anos tem retardado um processo mais rápido e consolidado de recuperação do emprego, com maiores variações ocorrendo apenas em períodos sazonais.

Capital paulista
O setor de serviços da capital paulista gerou 659 vagas no mês de julho. Os dois grupos de atividades que mais se destacaram foram os de serviços profissionais, técnicos e científicos (1.224 vagas) e de informação e comunicação (1.037 empregos). Entre as atividades que apresentaram saldo negativo de empregos no mês, destacam-se os serviços de alojamento e alimentação (-1.587 postos de trabalho); e administrativos e serviços complementares (-898 vagas).

No saldo acumulado em 12 meses, 30.595 novas vagas foram abertas pelo setor de serviços paulistano, o que significa evolução de 0,9% do estoque ativo de vínculos em relação a julho de 2017, resultando em 3.518.118 trabalhadores formais. Em termos absolutos, destaque para as 7.256 vagas com carteira assinada nos serviços de informação e comunicação; e para os 6.393 novos vínculos celetistas nos serviços administrativos e complementares. Por outro lado, o grupo outras atividades de serviços (-2.478 postos de trabalho); e administração pública, defesa e seguridade social (-441 vagas) foram as únicas atividades que apontaram mais desligamentos do que admissões nesse mesmo período.

Nota metodológica
A Pesquisa de Emprego no Setor de Serviços do Estado de São Paulo (PESP Serviços) analisa o nível de emprego do setor de serviços. O campo de atuação está estratificado em 16 regiões do Estado de São Paulo e 12 atividades: transporte e armazenagem; alojamento e alimentação; informação e comunicação; financeiras e de seguros; imobiliárias; profissionais, científicas e técnicas; administrativas e serviços complementares; administração pública, defesa e seguridade social; educação; médicos, odontológicos e serviços sociais; artes, cultura e esportes e outras atividades de serviços. As informações são extraídas dos registros do Ministério do Trabalho, por meio do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) e o impacto do seu resultado no estoque estabelecido de trabalhadores no Estado de São Paulo, com base na Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

Fonte: FecomercioSP

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