Confiança e intenção de consumir das famílias sobem em agosto, aponta FecomercioSP

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Com as boas expectativas para os próximos meses, Federação recomenda que o empresário se atente às movimentações do mercado internacional

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) registrou a segunda alta consecutiva, 3,3% em agosto, puxando positivamente o Índice de Consumo das Famílias (ICF), que, após cinco quedas seguidas, subiu 2,2% – de 91,5 pontos em julho para os atuais 93,5 pontos. Apesar das elevações, a FecomercioSP recomenda cautela e que o empresário esteja atento às movimentações do mercado internacional – como à variação cambial, por exemplo, que afeta diretamente a compra de mercadorias e fluxos de caixa.

De acordo com a assessoria econômica da Instituição, as expectativas estavam em baixa entre fevereiro e junho, consequência do declínio no mercado de trabalho e da complicada situação financeira das famílias. Agora, com o aumento das vagas de emprego e com os juros em queda, a tendência é que os índices sigam positivos até o fim do ano.

Para a Entidade, outro ponto que deve destravar o ambiente de negócios e melhorar a economia é a aprovação da Medida Provisória n.º 881 no Congresso. Conhecida como a “MP da Liberdade Econômica”, tende a beneficiar a iniciativa privada com menos intervenções do Estado, o que deve facilitar o dia a dia do empresário ao reduzir custos e riscos nas operações diárias.

Além disso, o bom andamento das reformas e a liberação dos recursos das contas de FGTS e PIS/Pasep tendem a melhorar as vendas nesse segundo semestre. O modelo divulgado pelo governo federal também será utilizado como forma de garantia de empréstimos, dando condições de reduzir os riscos e os juros ao consumidor. O item “Acesso ao crédito”, do ICF, por exemplo, sofreu queda de 5,1% no mês passado, mas já apresenta uma tendência de recuperação, com alta de 1% em agosto.

ICC
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) paulistano obteve sua segunda alta consecutiva (3,3%), ao passar de 110,9 pontos em julho para os atuais 114,6 pontos. Em relação ao mesmo mês do ano passado, o ICC avançou 9,8%.

Entre os dois quesitos que compõem o indicador, o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) registrou elevação de 5%: de 87,3 pontos em julho para 91,7 pontos em agosto. Já o Índice de Expectativas do Consumidor (IEC) subiu 2,5%: 126,7 pontos em julho para os atuais 129,8 pontos. No comparativo anual, ambos registraram altas (de 10,4% e 9,5%, respectivamente).

ICF
Após cinco quedas seguidas, o Índice de Consumo das Famílias (ICF) aumentou 2,2% em agosto, passando de 91,5 pontos em julho para os atuais 93,5 pontos. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, registrou alta de 8%.

Dos sete itens analisados, todos registraram alta na passagem de julho para agosto, com destaque para “Perspectiva de consumo” (5,1%) e “Renda atual” (3%).

Notas metodológicas
ICC

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde 1994. Os dados são coletados de aproximadamente 2,1 mil consumidores no município de São Paulo. O objetivo é identificar o sentimento dos consumidores levando em conta suas condições econômicas atuais e suas expectativas quanto à situação econômica futura.

Os dados são segmentados por nível de renda, sexo e idade. O ICC varia de zero (pessimismo total) a 200 (otimismo total). Sua composição, além do índice geral, apresenta-se em: Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA) e Índice das Expectativas do Consumidor (IEC). Os dados da pesquisa servem como um balizador para decisões de investimento e para formação de estoques por parte dos varejistas, bem como para outros tipos de investimento das empresas.

ICF
O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela FecomercioSP desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: Emprego atual; perspectiva profissional; Renda atual; Acesso ao crédito; Nível de consumo atual; Perspectiva de consumo; e Momento para duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de 100 pontos é considerado insatisfatório e acima de 100 pontos é denotado como satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, tornando possível, a partir do ponto de vista dos consumidores e não por uso de modelos econométricos, ser uma ferramenta poderosa para o varejo, para os fabricantes, para as consultorias e para as instituições financeiras.

Fonte: FecomercioSP

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