Dólar cai a R$ 3,28 afetado por movimento externo

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A moeda brasileira foi um dos destaques positivos do mercado global de câmbio nesta quarta-feira, dia de melhora do apetite por risco em todo o mundo. A depender do noticiário doméstico, porém, a incerteza tende a prevalecer, com crescentes dúvidas sobre a capacidade do governo de tocar a agenda de reformas.

O dólar comercial fechou em queda de 1,06%, a R$ 3,2840. É o menor patamar de encerramento desde 14 de junho, quando a cotação terminou em R$ 3,2804.

Nos níveis de hoje, a cotação mantém alguma distância dos picos perto de R$ 3,35 alcançados recentemente. Mesmo assim, os 30 centavos a mais sobre a taxa de câmbio revelam o prêmio de risco que o mercado demanda hoje, diante do cenário mais nebuloso para a correção das contas públicas.

Antes da deflagração da crise política, na noite do dia 17 de maio, o dólar chegou a ser cotado na casa de R$ 3,08. “Se não tivesse havido essa nova crise, o dólar certamente estaria abaixo de R$ 3”, diz Italo Lombardi, estrategista do Crédit Agricole em Nova York. O Crédit espera que o dólar suba até o fim do ano para R$ 3,40, o que embute depreciação de 3,41% do real no período.

Hoje, porém, o exterior positivo deu o tom. O real só perdeu para o dólar canadense em desempenho frente à divisa americana. Mas bateu seus principais pares emergentes. No fim da tarde, o peso mexicano subia 0,72%, enquanto o rand sul-africano ganhava 0,64%. O rublo russo tinha alta de 0,21%, e a lira turca avançava 0,25%.

Dados mais fracos nos EUA e comentários de fontes do BCE amenizaram preocupações em torno de diminuição de liquidez pelos principais bancos centrais, risco que levou investidores a firme venda de moedas emergentes ontem.

Em outro sinal da menor percepção de risco, o índice VIX – que mede o custo de proteção contra queda do índice S&P 500 – caiu 9,49% hoje, maior baixa diária em quase seis semanas, voltando a ser cotado aquém do patamar de 10.

Fonte: Valor

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