Dólar fecha em alta em relação ao real, seguindo movimento no exterior

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O dólar operava em alta nesta quarta-feira (9) e retornava ao nível de R$$ 3,15, acompanhando a trajetória da moeda ante divisas emergentes no exterior, em ambiente de maior aversão ao risco com o acirramento das tensões geopolíticas entre Estados Unidos e Coreia do Norte.

A moeda norte-americana subiu 0,71%, a R$ 3,1523 na venda. . Na semana e no mês, há alta acumulada de 0,86% e 1,09%, respectivamente. No ano, a moeda tem queda de 3% sobre o real.

“Nos mercados, vemos movimentos de realização de lucros desencadeados por declarações imprevistas”, comentou a corretora Guide em relatório a clientes ao citar as ameaças trocadas entre os presidentes dos Estados Unidos, Donald Trump, e da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Trump alertou a Coreia do Norte que o país será atingido por “fogo e fúria” caso ameace os EUA, levando a nação com armas nucleares a dizer que está considerando disparar mísseis contra a ilha de Guam, território dos Estados Unidos no Pacífico.
A crescente tensão geopolítica faz o dólar subir ante as divisas de países emergentes, como os pesos chileno e mexicano e o rand sul-africano.

No Brasil
“Internamente, o dólar pedia por uma realização, em meio às dúvidas sobre a meta fiscal e sobre medidas para elevar os impostos”, comentou o economista-chefe da gestora Infinity, Jason Vieira.

Nesta quarta-feira, o presidente Michel Temer se reuniu com os ministros da Fazenda, Henrique Meirelles, do Planejamento, Dyogo Oliveira, da Casa Civil, Eliseu Padilha, e da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, para discutir a meta fiscal.

O governo enfrenta sérias dificuldades para equilibrar as contas públicas sob uma forte expectativa de que terá de alterar a meta fiscal deste ano, para poder ter um déficit primário maior dos que os 139 bilhões de reais previstos.

Nos últimos dias, o governo admitiu que estudava elevar o imposto de renda pessoa física para elevar receitas e contribuir com a meta, mas diante da reação negativa, foi obrigado a voltar atrás e dizer que não encaminharia a proposta de mudança ao Congresso.

Fonte: G1

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