Dólar fecha em queda, de olho em guerra comercial e juros nos EUA

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A moeda norte-americana caiu 0,3%, vendida a R$ 4,091; no mês, o dólar tem queda acumulada de 1,55%, mas no ano há alta de 5,6%

O dólar fechou em queda nesta terça-feira (8) após passar de R$ 4,11 mais cedo, com investidores ainda de olho nas negociações entre Estados Unidos e China, e buscando pistas sobre o rumo da taxa de juros norte-americana.

A moeda norte-americana caiu 0,3%, vendida a R$ 4,091. No mês, o dólar tem queda acumulada de 1,55%, mas no ano há alta de 5,6%.

Guerra comercial e taxa de juros
As negociações entre China e Estados Unidos em relação à guerra comercial devem ser retomadas na quinta-feira (8), mas já no início desta semana as perspectivas de avanço e possibilidade de um acordo diminuíram.

O pessimismo aumentou depois que os Estados Unidos colocaram em uma lista negra empresas da China devido ao tratamento do país asiático às minorias étnicas predominantemente muçulmanas. Além disso, o presidente Donald Trump disse que um acordo comercial rápido é improvável.

“Há várias questões adicionando incerteza aos mercados, principalmente as negociações comerciais EUA-China”, afirmou à Reuters Jaime Ferreira, diretor de câmbio da Intercam Corretora.

O dia também é marcado pelo discurso de Jerome Powell, presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos), que disse que o emprego e a inflação nos Estados Unidos estão em um momento “positivo”. Powell sinalizou uma abertura para novos cortes de juros em meio aos riscos econômicos globais.

O mercado monitora pistas sobre o rumo dos juros nos Estados Unidos porque, com taxas mais altas, o país se tornaria mais atraente para investidores. Isso motivaria uma tendência de alta do dólar em relação a moedas como o real. Mas se, ao contrário, o Fed decidir não aumentar os juros agora, recursos aplicados em outros mercados, como o brasileiro, tendem a não migrar para aos Estados Unidos, o que afastaria essa pressão de alta do dólar em relação a outras moedas.

O Fed monitora o ritmo da economia norte-americana para decidir sobre os juros, e por isso o mercado dá atenção especial aos dados do país. Em setembro, os preços aos produtores caíram inesperadamente, pressionados pelas reduções nos custos de bens e serviços.

Contrariando a expectativa de alta de 0,1% na passagem de agosto para setembro, o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) dos EUA recuou 0,3%. Logo após a divulgação do indicador, o dólar perdeu força em relação a moedas emergentes e passou a cair com um pouco mais de força em relação ao real, destaca o Valor Online.

Isso pode dar ao Fed margem para cortar os juros novamente este mês, buscando limitar o impacto das tensões comerciais e da desaceleração do crescimento no exterior sobre a economia dos EUA, destaca a Reuters.

No Brasil
No cenário local, investidores seguem atentos ao andamento da reforma da Previdência, em meio a temores de que a articulação política pulverizada, as disputas em torno da cessão onerosa e a lentidão na liberação de emendas parlamentares possam comprometer o calendário original de conclusão da votação no Senado, destaca a Reuters.

Na cena doméstica, o Banco Central vendeu nesta terça todos os 10.500 contratos de swap cambial reverso ofertados e ainda US$ 525 milhões em dólar à vista.

Fonte: G1

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