Dólar opera em queda, com ação do BC e de olho na cena política

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Na sexta-feira, moeda dos EUA bateu R$ 4,11 e fechou no maior valor desde setembro; BC anunciou leilão de até US$ 3,75 bilhões nesta semana

O dólar opera em queda nesta segunda-feira (20), após ter encerrado a semana passado na maior cotação desde setembro, de olho no cenário político local e com a atuação do Banco Central no mercado de câmbio.

Às 10h06, a moeda dos Estados Unidos caía 0,19%, a R$ 4,0912. Veja mais cotações

No último pregão, o dólar chegou a bater R$ 4,11 e fechou a sessão em alta de 1,58%, a R$ 4,0991, no maior valor desde setembro de 2018. No ano, passou a acumular alta de 5,81%.

Atuação do Banco Central

Após o fechamento dos mercados na sexta-feira, o Banco Central anunciou que irá realizar leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) no valor de até US$ 3,75 bilhões, em operação que pode evitar o enxugamento de liquidez do sistema e, assim, abrandar a valorização do dólar.

As operações de rolagem serão feitas em 3 dias: desta segunda até quarta-feira, no valor máximo de US$ 1,25 bilhão em cada um dos dias. Os leilões de linha tendem a reduzir a pressão pela alta da moeda. Isso porque, com mais dólares no mercado, seu preço tende a ficar menor.

O BC também realiza nesta sessão leilão de até 5,05 mil swaps cambiais tradicionais, correspondentes à venda futura de dólares, para rolagem do vencimento de julho, no total de US$ 10,089 bilhões.

Cenário local

No cenário político, as atenções estão voltadas para a articulação política para a aprovação da reforma da Previdência, após a notícia de que deputados da Comissão Especial da reforma da Previdência na Câmara estudam apresentar e votar um texto alternativo ao apresentado pelo governo.

Segundo o Blog da Andréia Sadi, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), discorda da apresentação de um texto alternativo. “Vamos discutir em cima de um valor e fechar o texto. Não tem essa coisa de texto alternativo, até porque o texto do governo já vai ser modificado na comissão especial, por exemplo, o BPC e a aposentadoria rural que não passam”, disse.

No cenário econômicos, os analistas das instituições reduziram pela 12ª vez seguida a estimativa de expansão da economia em 2019, segundo relatório “Focus”, divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). Para o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, a previsão do mercado financeiro recuou de 1,45% para 1,24% na semana passada.

Já a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2019 subiu de R$ 3,75 de R$ 3,80 por dólar. Para o fechamento de 2020, ficou estável em R$ 3,80 por dólar.

Fonte: G1

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