Em novembro, vendas do varejo crescem 2,0%

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Em novembro de 2016, o comércio varejista avançou 2,0% sobre o mês imediatamente anterior, na série livre de influências sazonais, interrompendo sequência de quatro taxas negativas. Nessa mesma comparação, a variação na receita nominal foi de 0,9%. Para o volume de vendas, a variação positiva em novembro, ao compensar parte da perda acumulada de 2,3% entre julho e outubro, contribuiu para interromper a trajetória de queda no indicador de média móvel (0,3%) observada desde maio de 2016. Para esse mesmo indicador, a variação da receita nominal permanece positiva em 0,1%.

Na série sem ajuste sazonal, no confronto com igual mês do ano anterior, o volume de vendas caiu 3,5% em relação a novembro de 2015, 20ª taxa negativa seguida nesse tipo de comparação, porém o recuo menos acentuado desde junho de 2015 (-2,7%). Assim, os resultados permanecem negativos para o volume de vendas no acumulado no ano (-6,4%) e para os últimos 12 meses (-6,5%). A receita nominal, para essas mesmas comparações, mantém-se no campo positivo, com variações de, respectivamente: 5,0%; 4,8% e 4,6%.

O comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de veículos, motos, partes e peças e de material de construção, as variações sobre o mês imediatamente anterior foram positivas, com taxas de 0,6% para volume de vendas e de 0,3% para a receita nominal. Por outro lado, nas comparações que envolvem o ano anterior, o volume de vendas apresentou resultados negativos, com quedas de 4,5% em relação a novembro de 2015, recuo de 8,8% no acumulado do ano e de 9,1% no acumulado dos últimos 12 meses. A receita nominal, por sua vez, apresentou crescimento sobre novembro de 2015 (1,7%), acumulando nos períodos janeiro-novembro e nos últimos 12 meses variações de -0,6% e -0,8%, respectivamente.
Cinco das oito atividades pesquisadas apresentam variação positiva

Em novembro, o acréscimo de 2,0% do volume de vendas da atividade varejista teve predomínio de resultados positivos, alcançando cinco das oito atividades que compõem o varejo. O principal destaque veio do avanço de 0,9% em hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, seguido por outros artigos de uso pessoal e doméstico (7,2%), móveis e eletrodomésticos (2,1%) e o setor de equipamentos de escritório, informática e comunicação (4,3%). Os desempenhos destes segmentos em novembro indicam um movimento de antecipações de compras para o Natal, fato que se acentua a cada ano. Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (0,6%) também registra avanço. Por outro lado, entre as atividades com redução no volume de vendas, em relação a outubro de 2016, estão tecidos, vestuário e calçados (-1,5%), livros, jornais, revistas e papelaria (-0,4%) e combustíveis e lubrificantes (-0,4%). Considerando o varejo ampliado, a variação positiva de novembro (0,6%) teve influência, principalmente, do comportamento do setor de material de construção (7,2%), na medida em que o setor de veículos, motos e partes e peças recuou 0,3%.

Na comparação com igual mês do ano anterior, o setor varejista mostrou queda de 3,5% no volume de vendas em novembro de 2016, com perfil disseminado de resultados negativos. Entre as atividades, a redução no volume de vendas em móveis e eletrodomésticos (-7,4%) exerceu o principal impacto negativo na formação da taxa geral, seguido por combustíveis e lubrificantes (-8,1%), tecidos, vestuário e calçados (-9,6%) e hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,1%). As demais atividades que registraram taxas negativas foram artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-3,0%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,2%), livros, jornais, revistas e papelaria (-11,8%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%).

A atividade de móveis e eletrodomésticos, com queda de 7,4% em relação a novembro de 2015, registrou a maior influência negativa na taxa geral do comércio varejista. Com isso, ao registrar taxas de -13,0 % no acumulado de janeiro a novembro e de -13,7% no acumulado dos últimos 12 meses, o segmento se manteve com desempenho abaixo da média do varejo. Com uma dinâmica de vendas associada à disponibilidade de crédito, os resultados do setor, foram influenciados principalmente pela elevação da taxa de juros nas operações de crédito às pessoas físicas entre novembro de 2016 e novembro de 2015 .

Combustíveis e lubrificantes, com queda de 8,1% no volume de vendas em relação a novembro de 2015, representou a segunda maior contribuição negativa no resultado total do varejo. Em termos acumulados, as taxas da atividade foram de -9,6% para os 11 primeiros meses do ano e de -9,6% nos últimos 12 meses.

O segmento de tecidos, vestuário e calçados, com recuo de 9,6% no volume de vendas sobre novembro de 2015, foi responsável pela terceira contribuição negativa à taxa global. Em termos de desempenho acumulado, os resultados foram de -11,2% no período janeiro-novembro e de -11,0% no acumulado dos últimos 12 meses. Mesmo com os preços de vestuário se posicionando abaixo do índice geral de inflação, a atividade apresenta desempenho acumulado inferior à média geral do comércio varejista.

Com 1,1% de recuo sobre novembro de 2015, a atividade de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo exerceu a quarta maior influência negativa na redução do volume de vendas do varejo este mês. Os índices acumulado no ano e nos últimos 12 meses ficaram em -3,1%, resultados que posicionam o setor em um patamar acima da média geral do varejo.

O segmento de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com -3,0% de variação no volume de vendas na relação novembro 2016/novembro 2015, foi a quinta maior contribuição negativa. No indicador acumulado no ano, a variação foi de -1,7% e nos últimos 12 meses, de -1,2%. A atividade continua se destacando em termos de desempenho acumulado, o que deve ser atribuído, especialmente, ao caráter de uso essencial de seus produtos.
Equipamentos e material de escritório, informática e comunicação, com redução no volume de vendas de 9,2% em relação a novembro de 2015, registra a 17ª taxa negativa seguida. Essa sequência de resultados negativos reflete não só o quadro de redução de renda real e elevação dos juros, como também, especialmente para informática, um processo de migração dos computadores de mesa para equipamentos de maior portabilidade e custos mais baixos, tais como tablets e smartphones. No acumulado até novembro a taxa ficou em -13,6%, enquanto nos últimos 12 meses a variação foi de -13,9%.
A atividade de livros, jornais, revistas e papelaria apresentou queda de 11,8% no volume de vendas sobre novembro de 2015. As taxas acumuladas ficaram em -16,5% nos 11 meses do ano e em -16,4% nos últimos 12 meses. A trajetória declinante desta atividade vem sendo influenciada, em especial no que tange a jornais e revistas, por certa substituição dos produtos impressos pelos de meio eletrônico.
Outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%) registrou o 16º recuo seguido, porém com recuo menos acentuado da sequencia. Nos indicadores acumulados, a taxa para os primeiros 11 meses do ano foi de -10,2% e para os últimos 12 meses, de -9,9%.

O comércio varejista ampliado registrou avanço de 0,6% em relação ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal para o volume de vendas, enquanto para a receita nominal a taxa ficou em 0,3%. O acréscimo no patamar do volume de vendas na passagem de outubro para novembro reflete o comportamento das vendas do segmento de material de construção com crescimento de 7,2%, enquanto veículos, motos, partes e peças apresentou variação negativa de -0,3% na mesma comparação. Na comparação com igual mês do ano anterior (sem ajuste sazonal), as variações para o total do varejo ampliado, foram de -4,5% para o volume de vendas e de 1,7% para a receita nominal. No volume de vendas, as taxas acumuladas foram de -8,8% no ano e de -9,1% nos últimos 12 meses, com a receita nominal registrando variações de -0,6% e -0,8%, respectivamente.

Volume de vendas avança em 23 das 27 unidades da federação

Na passagem de outubro para novembro de 2016, série com ajuste sazonal de volume, as vendas no varejo foram positivas para 23 das 27 unidades da federação, com as maiores taxas de variação sendo observadas em Tocantins (6%) e Paraíba (3,8%). Alagoas e Roraima, ambos com taxas de -0,9%, formaram os estados com recuos mais acentuados nessa comparação.

Frente a novembro de 2015, série sem ajuste sazonal, o comércio varejista registrou queda em 21 dos 27 estados para o volume de vendas, com destaque para Pará (-13,7%). Paraíba (11%) apresentou o maior aumento do volume das vendas em novembro. Quanto à participação na composição da taxa negativa do varejo, destacaram-se São Paulo (-3,4%); Rio de Janeiro (-6,8%) e Bahia (-7,5%).

No comércio varejista ampliado, 23 unidades da federação apresentaram variações negativas na comparação com novembro do ano passado. Em termos de volume de vendas, destacaram-se Pará (-14,2%) e Paraíba (3,2%). Os estados com maior impacto negativo foram São Paulo (-5,1%) e Rio de Janeiro (-7,4%)

FONTE: IBGE

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