Pelo nono mês consecutivo intenção de consumo sobe entre as famílias paulistanas, aponta FecomercioSP

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Segundo Entidade, indicador registrou 78,7 pontos em março, maior patamar desde junho de 2015, quando foram contabilizados 81,7 pontos

As condições econômicas das famílias paulistanas estão melhorando e com isso aumenta também a intenção de consumo. O índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) alcançou 78,7 pontos em março, altas de 1,5% em relação a fevereiro e de 11,6% na comparação com o mesmo mês de 2015. Foi a nona elevação consecutiva do indicador, que registrou em março a maior pontuação desde junho de 2015, quando contabilizou 81,7 pontos. O ICF é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) e varia de zero a 200 pontos, sendo que abaixo de 100 pontos significa insatisfação e acima de 100, satisfação em relação às condições de consumo.

Cinco dos sete itens avaliados pela pesquisa apresentaram crescimento em março. O destaque, em termos de variação, foi o item Perspectiva de Consumo que subiu 6,9% no mês, atingindo 73,9 pontos. Houve também forte avanço na comparação anual, de 41,5%. Os paulistanos estão reduzindo o pessimismo com os gastos para os próximos meses. Foram 48% dos entrevistados que disseram que gastarão menos nos próximos meses, sendo que em março do ano passado esse porcentual era de 63%.

Já no curto prazo, 62% dos paulistanos disseram que o consumo está menor do que no ano passado. Por conta disso, o item Nível de Consumo Atual registrou retração de 7,7% e atingiu os 46 pontos – a pior avaliação entre os itens pesquisados. A assessoria econômica da FecomercioSP aponta que o item vinha de uma sequência de seis altas consecutivas e esta queda parece ser pontual e ligada a outro item, Momento para Duráveis, que também registrou queda em março, de 2,2%, chegando aos 55,7 pontos. O desempenho deste último item, de acordo com a Entidade, é consequência do término do período das tradicionais liquidações de início de ano e, portanto, menos oportunidades de compra.

O segundo maior impacto no ICF no mês foi do item Renda Atual que passou de 84,8 pontos em fevereiro para 88,2 pontos em março, alta de 4%. Segundo a Federação, o consumidor está sentindo que a deterioração de sua renda está diminuindo, muito por conta da inflação mais baixa e do ânimo que foi gerado pela liberação dos recursos das contas inativas do FGTS. Para a Entidade, as famílias estão percebendo também que o grau de dificuldade na obtenção de crédito para compras financiadas está reduzindo. Com isso, o item Acesso ao Crédito cresceu 2,9% e se posicionou nos 72,8 pontos.

Por fim, os itens relacionados ao emprego (Emprego Atual e Perspectiva Profissional) registraram alta, sendo 0,7% para o primeiro e 1,9% para o segundo, e são os únicos que estão no patamar de satisfação, 101,7 pontos e 112,9 pontos, respectivamente.

Na análise por faixa de renda a variação foi simétrica. O índice das famílias com renda abaixo de dez salários mínimos subiu 1,5%, na comparação com fevereiro, e registrou 78,2 pontos. Já as famílias com renda superior a este montante estão um pouco menos pessimistas com 80,2 pontos, crescimento de 1,4% em relação ao mês anterior.

Segundo a FecomercioSP, o ICF segue sua trajetória de crescimento em sintonia com a recuperação da economia, de forma lenta e gradual. A inflação já está, em 12 meses, perto de bater o centro da meta, de 4,5%, e os juros estão caindo, variáveis importantes para elevação do consumo. A consequência desta evolução na intenção de consumo, na avaliação da Entidade, pode ser vista no aumento das vendas no comércio da capital paulista, que segundo pesquisa da Federação, cresceram 0,6% no ano passado, e mais especificamente no último bimestre o aumento foi acelerado, de 5,3% e 5%.

A Federação conclui, portanto, que o ICF mostra que as condições econômicas das famílias paulistanas estão melhorando, criando espaço para aumento do consumo e alimentando as expectativas dos empresários do setor para um ano positivo, saindo de vez do quadro recessivo.

Metodologia

O Índice de Intenção de Consumo das Famílias (ICF) é apurado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) desde janeiro de 2010, com dados de 2,2 mil consumidores no município de São Paulo. O ICF é composto por sete itens: emprego atual; perspectiva profissional; renda atual; acesso ao crédito; nível de consumo atual; perspectiva de consumo e momento para duráveis. O índice vai de zero a 200 pontos, no qual abaixo de 100 pontos é considerado insatisfatório e acima de 100 pontos, satisfatório. O objetivo da pesquisa é ser um indicador antecedente de vendas do comércio, transformando-se, com base no ponto de vista dos consumidores e não no uso de modelos econométricos, em uma ferramenta poderosa para o varejo, fabricantes, consultorias e instituições financeiras.

Fonte: FecomercioSP

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