Recursos das contas inativas do FGTS podem aumentar em até 1,7% as vendas do varejo na região de Ribeirão Preto

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Segundo estimativa inédita da FecomercioSP, cerca de R$ 592,1 milhões serão injetados na economia da região

Os recursos oriundos das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), liberados pelo governo no início deste ano, poderão acrescentar até 1,7% ao faturamento do comércio varejista da região de Ribeirão Preto, em 2017. É o que aponta a projeção inédita realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

Ao avaliar a participação de cada estado no total de rendimentos e remunerações pagas no Brasil, verifica-se que o Estado de São Paulo é responsável por 32,7% do total. Com a premissa de que a distribuição dos recursos das contas inativas do FGTS siga esse padrão, dos R$ 45 bilhões disponibilizados para saque estima-se que R$ 14,7 bilhões serão injetados na economia paulista.

A FecomercioSP projeta que do montante de R$ 14,7 bilhões, cerca de 4% ou R$ 592,1 milhões esteja concentrado nos municípios que integram a região de Ribeirão Preto. Considerando que o comércio varejista da região faturou R$ 34 bilhões em 2016, esse montante poderia alavancar em até 1,7% as vendas do setor este ano.

De acordo com a assessoria técnica da FecomercioSP, ainda que nem todo o dinheiro seja destinado para o consumo, o varejo pode se beneficiar no médio e longo prazo já que se o consumidor optar por quitar dívidas ou aplicar, tais recursos entrarão no mercado financeiro elevando a capacidade bancária de conceder empréstimos. Além disso, os consumidores endividados ou inadimplentes poderão reequilibrar seu orçamento doméstico, limpar o nome e se tornar novamente elegíveis a novos crediários, em condições mais vantajosas.

Em suma, a Federação ressalta que o volume de dinheiro a ser sacado das contas inativas do FGTS vai ajudar no processo de retomada da economia.

Recursos no Estado

Conforme destacado anteriormente, cerca de R$ 14,7 bilhões serão injetados na economia paulista. Entre as 16 regiões analisadas, o varejo da Capital tem o maior efeito potencial do saque do FGTS sobre as vendas que é de até 3,7%. Na sequência vem as regiões do ABCD (2,7%), Campinas (2,6%) e Araraquara (2,2%).

Em contrapartida, o varejo das regiões de Marília (1,4%), Presidente Prudente (1,5%) e Araçatuba (1,6%) apresentam os menores potenciais de crescimento a partir da injeção dos recursos na economia da região. Segundo a FecomercioSP, a distribuição dos recursos não é linear e depende tanto do tamanho do varejo em cada região quanto da média de salários e da proporção da população ocupada ao longo dos anos. De forma geral, os efeitos do FGTS sobre o desempenho anual do varejo rondam a casa dos 2%.

Delegacia Regional Tributária Ribeirão Preto

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Fonte: FecomercioSP

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