Varejo fatura com a Copa do Mundo

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Empresários acreditam que o Mundial pode alavancar as vendas

O varejo tem usado algumas estratégias para faturar com as cores do Brasil durante a Copa do Mundo. Quarenta e sete por cento dos micro e pequenos empresários acreditam que o Mundial vai alavancar as vendas de produtos e serviços.

A Copa motiva as pessoas e movimenta a economia. Pesquisa feita pelo SPC Brasil e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas mostra que o Mundial vai injetar mais de R$ 20 bilhões na economia brasileira. Sessenta milhões de consumidores das capitais admitem que vão gastar com a compra de produtos e serviços durante a Copa.

O setor de alimentação foi o que mais investiu para capitalizar com a Copa. Em uma hamburgueria na capital paulista, o dono Vinicius Cavalcante diz estar bem confiante: “Investimos R$ 30 mil com insumos, contratação de funcionários, aluguel de telão, decoração, todo esse material pra tornar o ambiente agradável em dias de jogos”.

O forte é o happy hour, que tem promoção de bebidas e cardápio especial. E também tem competição: o hambúrguer que fizer mais sucesso entre os clientes vai para o cardápio fixo.

Já a empresária Daniela Cabrera, que tem um e-commerce de roupas infantis há três anos, passou dois meses se organizando para a Copa. Ela criou roupas com detalhes em verde e amarelo e criou promoções bem destacadas no site: compras acima de R$ 100, por exemplo, ganham uma bola personalizada da Copa. Para todas as compras, acima de R$ 100, independente se for produto da Copa ou não, ganha um presente.

O consultor Alfredo Soares especialista em comércio eletrônico gostou do que viu no site da Daniela. Ele dá algumas dicas para donos de e-commerces que ainda não entraram na onda:

– Mudar a aparência do site, criar uma sessão só para produtos relacionados à Copa.

– Usar redes sociais e influenciadores digitais para divulgar o site.

– Manter o atendimento ao cliente funcionando até no horário dos jogos do Brasil.

– Aproveitar resultados de jogos e polêmicas para lançar promoções.

“Pessoas que estão ligadas na Copa do Mundo têm que pensar nisso de forma positiva e virar isso a favor dele. A cada gol, um desconto, a cada vitória, sorteios. Você vê várias coisas que conseguem trazer atenção, aí o empreendedor surfa se o Brasil for bem, por isso, todo mundo tá torcendo”, afirma o consultor.

No Mundial de 2014, o comércio eletrônico registrou crescimento de 27% nas vendas no Brasil. Se depender da Daniela, esse resultado vai se repetir este ano. Ela produziu 1200 peças e já vendeu quase tudo: “Eu já vendi 80% da produção. E desses 80%, pedi reposição das meias, que mais vendemos”.

Fonte: Pequenas Empresas & Grandes Negócios

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