Varejo paulista deve confirmar recuperação em 2017 com o melhor Natal desde 2013

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De acordo com a Entidade, comércio varejista deverá crescer 5% e encerrará o ano com o faturamento de R$ 623,7 bilhões; as vendas de dezembro, mês do Natal, deverão superar os R$ 65,1 bilhões, alta de 4% na comparação com 2016

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) estima que o varejo paulista deverá encerrar o ano com o crescimento de 5% em 2017, com a expectativa de faturamento real de R$ 623,7 bilhões, valor R$ 28,1 bilhões maior em relação a 2016. Caso o resultado se confirme, será o maior crescimento anual de vendas desde 2011, o que representa o fim do pior ciclo recessivo já vivido pelo comércio, que começou em 2014.

De acordo com a FecomercioSP, este fim de ano, quando tradicionalmente ocorre a maior movimentação no comércio por causa das festas, deve consolidar a retomada do setor cujas vendas cresceram em todos os meses do ano já apurados. Segundo a Entidade, isso só foi possível graças a uma conjuntura econômica de inflação em queda, que abriu espaço para a redução dos juros e elevação do poder de compra dos consumidores, além dos aumentos da renda agrícola e das exportações, do avanço no ritmo da produção industrial, da injeção dos recursos do FGTS e da queda do desemprego, que restaurou a confiança dos consumidores.

As regiões de Araraquara e Sorocaba devem registrar os melhores desempenhos em 2017 na comparação com 2016. Segundo as projeções da FecomercioSP, o varejo na região de Araraquara deve encerrar o ano com alta de 8,8% no faturamento, que alcançará R$ 17,7 bilhões. Na região de Sorocaba, as vendas no comércio varejista devem registrar aumento de 7,5% em 2017, atingindo R$ 35,2 bilhões.

Por outro lado, o varejo das regiões de Osasco e Presidente Prudente provavelmente fecharão o ano com os piores resultados no Estado. A região de Osasco deverá ser a única a registrar retração, com queda de 0,5% em 2017, em comparação com o ano anterior, perda de R$ 7,3 bilhões no faturamento. O comércio varejista na região de Presidente Prudente deve apresentar leve alta de 3,3% no ano, com faturamento real estimado de R$ 9 bilhões – R$ 285 milhões a mais do que em 2016.
Todas as nove atividades analisadas pela FecomercioSP devem apresentar alta no faturamento em relação a 2016. A expectativa é que o segmento de autopeças e acessórios e as farmácias e perfumarias registrem as maiores taxas de crescimento, de 11% e 10%, respectivamente. No entanto, considerando o peso de cada atividade no varejo, as maiores contribuições para o resultado geral serão dos supermercados (3%) e das concessionárias de veículos (7%), que devem atingir o faturamento real de R$ 213,2 bilhões e R$ 72,7 bilhões, respectivamente.

Segundo a Entidade, a combinação das variáveis econômicas positivas permitiu a retomada das vendas, principalmente as de bens duráveis, segmento mais afetado pela recessão 2014-2016. Nos últimos três anos, as comercializações desses setores registraram queda acumulada de 30%, -6% apenas em 2016. Neste ano, o consumo de bens duráveis deve aumentar 7%, enquanto os setores ligados aos bens semiduráveis crescem a taxa de 4%.

Natal

O faturamento do comércio varejista no Estado de São Paulo em dezembro deve atingir R$ 65,1 bilhões, alta de 4% na comparação com o mesmo período de 2016. De acordo com a FecomercioSP, será o segundo melhor mês de dezembro de toda a série, iniciada em 2008, somente inferior ao volume de vendas registrado no mês do Natal de 2013, quando alcançou R$ 66,4 bilhões.

Entre as 16 regiões analisadas, estima-se que as regiões de Guarulhos e Sorocaba devem registrar os melhores desempenhos do varejo em dezembro, com altas de 11% e 10%, respectivamente. As receitas somadas nessas regiões devem alcançar R$ 7,4 bilhões, enquanto as regiões de Marília (0%) e Osasco (0%) devem apresentar os piores resultados no período.

Das nove atividades pesquisadas, apenas a de materiais de construção (-2%) deverá mostrar queda na comparação com o mesmo mês de 2016. Os segmentos que deverão registrar os melhores desempenhos no mês do Natal são os de eletrodomésticos, eletrônicos e lojas de departamentos (12%); lojas de móveis e decoração (9%); e lojas de vestuário, tecidos e calçados (9%).

Para a assessoria econômica da Entidade, o que mais colabora para o crescimento das vendas que ocorre em dezembro em comparação aos demais meses é a injeção do décimo terceiro salário na economia, que, em 2017, tende a ser 4,6% maior do que o volume pago em 2016, já descontada a inflação. O salário médio também subiu e deverá contribuir para o bom resultado do período.

Estimativa 2018

Em 2018, a FecomercioSP projeta uma nova alta de 5% no faturamento do varejo no Estado de São Paulo, alcançando R$ 652,7 bilhões.

De acordo com a FecomercioSP, em 2018, o cenário eleitoral será determinante para a conjuntura econômica interna, que ficará suscetível às candidaturas presidenciais e suas propostas. Os mercados estarão atentos principalmente à agenda fiscal dos principais candidatos. Caso a preferência dos eleitores seja um candidato que defenda a responsabilidade fiscal com controle de gastos, os mercados ficarão menos instáveis. Em contrapartida, caso os eleitores optem por uma agenda de expansão dos gastos públicos e menor rigor fiscal, fortes oscilações no câmbio no mercado de capitais e nos juros devem ser observadas.

A Federação alerta que, consequentemente, o comportamento das vendas também estará atrelado ao quadro político em 2018, o que torna esse período um dos mais complexos para projeções anuais. Para a elaboração das projeções de vendas do comércio em 2018, a FecomercioSP prevê o mínimo de oscilações no mercado em virtude do cenário eleitoral, pressupondo a continuidade das atuais condições econômicas do País. A equipe econômica da Entidade levou em conta também uma pequena alta nos índices de inflação, decorrente da menor safra no ano que vem e alguma pressão de demanda pela melhoria da massa de rendimentos.

Todas as 16 regiões analisadas pela Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), da FecomercioSP, deverão apresentar crescimento em 2018 na comparação com 2017. Entre os destaques estão as regiões de Taubaté (9%), Sorocaba (8%) e Guarulhos (6%). As regiões de Presidente Prudente (3%), Marília (3%) e São José do Rio Preto (4%) apresentarão menores desempenhos.

Comércio Eletrônico

O faturamento real do comércio eletrônico paulista atingiu R$ 4,1 bilhões no terceiro trimestre do ano, queda de 19,2% em relação ao mesmo período de 2016. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico (PCCE), e mostram um leve aumento da participação do comércio eletrônico sobre o total das vendas do varejo paulista. No primeiro trimestre, a representatividade do comércio eletrônico era de 2,6%, passando para 2,5% no segundo e, finalmente, 2,6% no terceiro. O tíquete médio das transações seguiu o mesmo ritmo de crescimento, passando de R$ 392,85 no primeiro trimestre do ano, para R$ 393,12 no segundo e R$ 401,56 no terceiro.

Segundo a FecomercioSP, até o terceiro trimestre do ano os resultados da PCCE sentiram claramente os efeitos da melhora no cenário econômico nacional, com inflação controlada, queda dos juros e menor desemprego, que estimularam o consumo de bens em geral. Com a menor restrição orçamentária das famílias, as vendas físicas avançaram e, finalmente, agora o varejo online segue a mesma tendência. No terceiro trimestre do ano, o comércio eletrônico superou os 10 milhões de transações no Estado de São Paulo.

Para a Federação, as vendas do e-commerce tendem a crescer novamente no quarto trimestre com a realização da Black Friday em novembro, período em que há forte estímulo para a realização de compras pela internet e a injeção do décimo terceiro na renda das famílias.

PCSS

Até outubro, o faturamento real do setor de serviços na cidade de São Paulo registrou alta de 5,2% no acumulado do ano. As informações são da Pesquisa Conjuntural do Setor de Serviços (PCSS), apurada mensalmente pela FecomercioSP em parceria com a Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo.

Após dois anos consecutivos de queda, a expectativa é de que o setor de serviços paulistano encerre o ano com alta de 6%, atingindo um faturamento real de R$ 285,4 bilhões, valor R$ 16,2 bilhões acima do registrado em 2016, quando as vendas do setor haviam apresentado resultado negativo de 3,4% em relação ao ano anterior.

Fonte: FecomercioSP

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