Vendas do comércio crescem 0,1% em junho, 1ª alta desde março

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No acumulado em 12 meses, porém, setor perdeu ritmo e permanece em trajetória descendente; No 2º trimestre, queda foi de 0,3%

As vendas do comércio varejista cresceram 0,1% em junho, na comparação com o mês anterior – 1ª alta desde março –, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já em relação a junho de 2018, houve queda de 0,3% nas vendas.

O resultado de maio foi revisado pelo IBGE para estável, ante queda de 0,1% na leitura inicial.

Apesar da leve recuperação em junho, o setor fechou o trimestre no vermelho e continua mostrando perda de ritmo na análise do desempenho acumulado em 12 meses.

“No acumulado nos últimos doze meses ao passar de 1,3% em maio para 1,1% em junho, sinaliza perda de ritmo das vendas e permaneceu em trajetória descendente iniciada em fevereiro de 2019 (2,4%”, destacou o IBGE.
No 2º trimestre, as vendas do comércio registraram queda de 0,3%, na comparação com o primeiro trimestre. Já na comparação com igual trimestre do ano passado, houve uma alta de 0,9%.

No semestre, o volume do comércio varejista cresceu 0,6%, frente a igual período do ano anterior.

A gerente da pesquisa, Isabella Nunes, destacou que junho deste ano teve dois dias úteis a menos que o mesmo mês de 2018. “Isso trouxe consequência negativa para todas as atividades e significa dizer que o resultado de junho poderia ter sido melhor não fosse esse efeito calendário”,ponderou.

Segundo o IBGE, a leve alta em junho foi sustentada pela estabilidade nas vendas das duas atividades de maior peso do indicador: hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,0%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,1%) – que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos, brinquedos.

Por outro lado, 4 atividades registraram queda em junho no volume de vendas: combustíveis e lubrificantes (-1,4%), móveis e eletrodomésticos (-1,0%), equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-2,4%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (-0,8%).

Já o indicador do comércio varejista ampliado, que inclui as as vendas de veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, ficou estável em relação a maio, após avançar por 3 meses seguidos. Na comparação com junho do ano passado, teve alta de 1,7%. No acumulado em 12 meses também perdeu ritmo, passando de 3,9% em maio para 3,7% em junho.

Veja o desempenho de cada segmento em junho:

Combustíveis e lubrificantes: -1,4%
Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0
Tecidos, vestuário e calçados: 1,5%
Móveis e eletrodomésticos: -1%
Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 0,3%
Livros, jornais, revistas e papelaria: -0,8%
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: -2,4%
Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 0,1%
Veículos, motos, partes e peças: 3,6% (varejo ampliado)
Material de construção: -1,2% (varejo ampliado)

Economia fraca e perspectivas
Os indicadores já divulgados continuaram a mostrar uma fraqueza da economia em junho e no 2º trimestre, após uma queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no 1º trimestre.

A indústria brasileira, por exemplo, registrou queda de 0,6% em junho e fechou o primeiro semestre com um recuo de 1,6% em sua produção. No período entre abril e junho, a indústria recuou 0,7%, na comparação com o primeiro trimestre – o terceiro trimestre seguido de contração.

A projeção do mercado financeiro para estimativa de alta do PIB deste ano permanece em 0,82%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central. Para 2020, a previsão de crescimento é de 2,1%.

Fonte: G1

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