Vendas do comércio de Ribeirão Preto registram queda em abril

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Apesar do índice negativo setores de Vestuário e de Eletrodomésticos tiveram alta de 2,76% e 0,58%, respectivamente

As vendas do Comércio de Ribeirão Preto tiveram queda de 2,15% em abril de 2019, quando comparadas ao mesmo mês do ano anterior. É o que aponta a pesquisa Movimento do Comércio, realizada mensalmente pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). Entre as empresas consultadas, 60,4% consideraram as vendas deste ano piores do que as do mesmo período de 2018, enquanto 27,1% apontaram o contrário e 12,5% disseram que foram equivalentes.

Setorial – Entre os setores, os resultados negativos ficaram com: Móveis (5,20%), Calçados (4,40%), Ótica (4,22%) e Livraria/Papelaria (3,99%), Cine/Foto (2,51%), Tecidos/Enxoval (1,87%) e Presentes (0,50%). Os segmentos com alta foram: Vestuário (2,76%) e Eletrodomésticos (0,58%).

Empregos – Com relação ao emprego, ocorreu uma redução sutil no número de postos de trabalho de 0,38%. Entre as empresas entrevistadas, 91,6% mantiveram seus quadros funcionais em abril, enquanto 6,3% demitiram e 2,1% contrataram.

“Esse resultado não representa uma ameaça, mas em tempos de desemprego alto, qualquer redução assusta”, explica Marcelo Bosi Rodrigues, economista do SINCOVARP e responsável pelo estudo.

O setor que mais contratou foi o de Tecidos/Enxoval, elevando o número de funcionários em 0,45%.  Já Livraria/Papelaria e Presentes reduziram seus quadros, respectivamente, em 3,11% e em 0,80%.

Análise – Para Rodrigues, o comércio de Ribeirão Preto, assim como toda a economia do país, vem sofrendo com o marasmo do mercado. “O orçamento apertado em todas as esferas do governo vem causando uma espécie de engessamento da atividade econômica, ao invés de encararmos as discussões que realmente interessam para o país, ficamos à mercê de uma classe política que tem feito ‘birra’ por não aceitar a redução dos privilégios e nos mantêm reféns de um impasse político ao contrário de entenderem que o país necessita urgentemente reduzir o tamanho do estado e que os empresários não aguentam mais carregar”, explica.

“Não é necessário dizer que a economia está estagnada, qualquer um pode observar que as vendas há muito tempo não reagem”, finaliza Rodrigues.

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