Vendas do comércio de Ribeirão Preto têm alta de 0,79% em agosto

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As vendas do comércio de Ribeirão Preto (SP) apresentaram em agosto de 2018 uma pequena elevação de 0,79% em relação ao mesmo mês do ano passado. É o que aponta a pesquisa Movimento do Comércio realizada mensalmente pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). A variação positiva aconteceu no período em que se celebra o Dia dos Pais, data sazonal importante para o setor.

Entre as empresas entrevistadas 47,9% declararam que as vendas de agosto de 2018 superaram as do período do ano passado, enquanto, 45,8% consideraram o contrário e, para 6,3%, os volumes vendidos foram equivalentes.

Setorial – Entre os setores, o melhor resultado foi apresentado por Vestuário com elevação de 3,85%, seguido por Cine/Foto (2,76%), Móveis (2,75%), Calçados (2,03%) e Presentes (1,58%). Os segmentos que registraram reduções nas vendas foram Tecidos/Enxoval (3,09), Livraria/Papelaria (1,54%), Ótica (0,75%) e Eletrodomésticos (0,49%).

Emprego – Com relação ao emprego, o estudo apurou uma queda suave de 0,14% no número de postos de trabalho em agosto. Entre as empresas entrevistadas, 93,7% mantiveram o quadro de funcionários inalterado, enquanto, 4,2% demitiram e 2,1% contrataram.

Entre os setores, apenas Livraria/Papelaria e Eletrodomésticos mostram variações negativas no número de funcionários no mês, sendo 0,72% e 0,55%, respectivamente.

Análise – Segundo Marcelo Bosi Rodrigues, economista do SINCOVARP, responsável pelo estudo, é importante ressaltar que um resultado positivo, independente de sua magnitude, é sempre uma boa notícia, ainda mais com o cenário complicado que vive nosso país às vésperas das eleições. “É fato que alguns indicadores macroeconômicos se mantêm estáveis, como a taxa de juros básica e os índices de inflação, o que é bom, mas por outro lado, o dólar e o desemprego, ambos em alta, deixam a economia estagnada”, explica.

De acordo com Rodrigues, vivemos em compasso de espera pela nova cúpula do governo que irá assumir um país endividado e dividido, carente de reformas estruturais, que parte dos candidatos afirma serem desnecessárias. “Este cenário de incertezas é sempre ruim para a economia, pois coloca em compasso de espera tanto investidores, quanto consumidores, mas o fato que já passamos por momentos piores e não podemos perder nossas esperanças no futuro. Devemos ir às eleições com a consciência de que, somente por nossas mãos, conseguiremos transformar o complicado cenário político em que nos encontramos, para devolver a estabilidade política e a credibilidade econômica”, finaliza.

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