Vendas do comércio têm queda de 2,90% em julho de 2018

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Segundo dados da Pesquisa Movimento do Comércio o setor de Tecidos/Enxoval teve aumento de 0,47% no número de postos de trabalho no período

As vendas do comércio de Ribeirão Preto tiveram queda de 2,90% em julho quando comparadas com o mesmo período do ano passado. É o que aponta a Pesquisa Movimento do Comércio, realizada mensalmente pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). Entre as empresas entrevistadas, 63,8% consideraram as vendas de 2018 piores do que as do ano anterior, enquanto 29,8% disseram o contrário e para 6,4% das consultadas, foram equivalentes nos dois períodos.

Setorial – Entre os setores, o pior resultado foi apresentado por Vestuário (7,25%) seguido por Móveis (5,60%), Ótica (4,35%), Tecidos/Enxoval (3,35%), Presentes (1,80%), Livraria/Papelaria (1,15%), Eletrodomésticos (0,72%) e Calçados (0,35%).

Empregos – Com relação aos postos de trabalho, a pesquisa registrou queda de 0,19%, que pode ser interpretada como estabilidade. Entre as empresas entrevistadas, 93,7% mantiveram o quadro funcional em julho, 4,2% delas demitiram e 2,1% contrataram. Nos segmentos, Eletrodomésticos e Calçados demitiram, mostrando redução de seus quadros em 1,14% e 1,04%, respectivamente, enquanto Tecidos/Enxoval contratou, aumentando seu quadro em 0,47%.

Análise – Segundo Marcelo Bosi Rodrigues, economista responsável pelo estudo, no campo macroeconômico, os números estão relativamente dentro do controle, exceto quando surge uma incerteza internacional e joga o dólar para cima e as bolsas para baixo, contribuindo para o fraco desempenho da economia real. “O país precisa urgentemente de uma definição: ou vamos continuar a deixar tudo nas mãos do Estado, com uma carga tributária insana e caminhar para o socialismo ou abandonamos de vez essa ideia e fortalecemos o liberalismo econômico, a livre iniciativa e o empreendedorismo. No atual momento, a indefinição está nos paralisando e mantendo a economia em banho maria”, explica.

Para Rodrigues, a economia que já vinha tendo dificuldade para crescer desde o início do ano perdeu ainda mais a força após a greve dos caminhoneiros. “O país se encontra em compasso de espera pelas eleições federais e enfrenta uma grave crise de identidade ideológica, com o poder judiciário corporativista, hora intervindo em uma direção, hora em outra, dando a impressão de que as instituições não têm um rumo definido a seguir e, na verdade, em geral o caminho é atuar em benefício próprio. Se tem um ponto em que existe consenso é quando o assunto é aumento do próprio salário, do resto, ‘cabe recurso’”, finaliza.

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