Vendas no comércio de Ribeirão Preto têm queda de -1,21% em novembro

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Setores de Calçados, Tecidos/Enxoval e Livraria/Papelaria tiveram alta; postos de trabalho mostram crescimento médio de 0,06%

As vendas do comércio de Ribeirão Preto apresentaram em novembro de 2017 queda de -1,21%, comparadas com o mesmo mês em 2016, quando a variação foi de -0,25. É o que aponta a Pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). Entre as empresas pesquisadas, 50% disseram que venderam mais em novembro de 2017, enquanto 47,9%, consideraram que as vendas foram inferiores e, para 2,1%, estiveram equivalentes.

“O resultado negativo não foi generalizado, mas uma queda em novembro traz desânimo para o varejo devido à proximidade do Natal, data mais importante para a maioria dos setores”, explica o economista do SINCOVARP, Marcelo Bosi Rodrigues, responsável pelo estudo.

Setorial

Entre os setores pesquisados, seis apontaram quedas e, três, elevações. O pior resultado foi Cine/Foto (–4,94%), seguido por Vestuário (–4,53%), Ótica (–2,57%), Móveis (–2,32%), Eletrodomésticos (–1,80%) e Presentes (–0,46%). Do lado positivo, Calçados (3,35%), Tecidos/Enxoval (2,31%) e Livraria/Papelaria (0,10%).

Emprego

Com relação ao emprego, novembro de 2017 contou com um aumento médio do número de postos de trabalho de 0,06%. Entre as empresas entrevistadas 85,4% mantiveram seus funcionários, enquanto 8,3% contrataram e 6,3% demitiram. Os setores que fizeram contratações foram Tecidos/Enxoval (1,59%), Calçados (1,09%) e Livraria/Papelaria (0,69%). O setor que apresentou redução nos quadros funcionais foi vestuário (–2,86%).

Análise

Segundo Rodrigues, um resultado negativo em novembro é muito desestimulante para o comerciante, que chega no final do ano com a expectativa de que as vendas de Natal tragam salvação. “Dois mil e dezessete não foi um ano tranquilo, apesar de estarmos em uma recuperação econômica, o fantasma da política insiste em não deixar a economia deslanchar em paz, assombrada pelos escândalos de corrupção que brotam de todos os lados. Como diz o ditado: ‘a esperança é a última que morre’. Assim, só nos resta esperar pelo mês de dezembro e torcer para que o consumidor sinta-se animado a ir às compras, tocado pelo espírito natalino”, finaliza.

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