Vendas no comércio de Ribeirão Preto têm queda de -2,36 em fevereiro

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As vendas do comércio de Ribeirão Preto apresentaram em fevereiro de 2018 queda de –2,36%, comparadas com o mesmo mês de 2017, quando a variação foi de -2,47%. É o que aponta a Pesquisa Movimento do Comércio, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Ribeirão Preto e Região (SINCOVARP). Entre as empresas entrevistadas, 66,6% consideraram as vendas de fevereiro deste ano piores do que no mesmo mês de 2017, enquanto 27,1%, declararam o contrário e, 6,3% disseram que foram equivalentes.

Setorial – Entre os setores, a grande maioria apresentou quedas nas vendas. O pior resultado ficou por conta de Cine/Foto, com uma redução de –7,63% em relação ao mesmo mês do ano anterior, seguido por Presentes (–5,20%), Ótica (–4,03%), Livraria/Papelaria (-3,75%), Tecidos/Enxoval (–2,47%), Calçados (–2,12%) e Eletrodomésticos (–0,44%). Os segmentos que tiveram crescimento foram Móveis (2,93%) e Vestuário (1,46%).

Empregos – Com relação ao emprego, fevereiro de 2018 contou com uma redução média no número de postos de trabalho de –0,61%. “Este não é um número preocupante, uma vez que as empresas ainda estão dispensando trabalhadores temporários”, comenta Marcelo Bosi Rodrigues, economista responsável pelo estudo.

Entre as empresas entrevistadas, 95,8% mantiveram seus quadros funcionais, enquanto 4,2% demitiram e nenhuma contratou. Os setores que dispensaram foram Livraria/Papelaria e Presentes, com reduções médias nos quadros funcionais de – 3,49% e – 2,00%, respectivamente.

Análise – “Os números apresentados pelo comércio em fevereiro foram decepcionantes, havia uma expectativa de que as vendas superassem as do ano passado, ou pelo menos, que um número menor de setores apresentasse resultado negativo. De fato não foi uma queda intensa, no entanto, estamos com uma base de comparação já baixa, seria razoável superá-la. Expectativas à parte, o motor da economia está sofrendo para ‘subir a ladeira’, ainda mais sendo responsável por carregar um Estado caro, ineficiente e falido, que não perde uma oportunidade sequer de onerar a atividade produtiva”, finaliza Rodrigues.

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